Navegar é Preciso


Estou apaixonado pela voz dessa mulher.

Jussara Silveira é mineira e baiana de coração. Estudou canto na UFBA e já ganhou diversos prêmios nesta área.

Sua voz e suas músicas são tão lindas que chegam a doer.

Vale a pena ouvir.

Preparem o vinho, o queijo e os lenços. E não deixem de me chamar.



Escrito por thulio antunes às 16h06
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Outro dia, eu e o amigo Francisco Alexandre, conversávamos regados de um bom Chopp. Entre um gole e outro, saíram frases lindas. Uma destas, foi dita pelo Francisco "o mínimo que posso fazer por mim, é ser eu mesmo". Pedi permissão para furtá-la e incorporar em um escrito futuro. Bom, aí está. Para aqueles que teimam em serem autênticos e livres.
E para ele, o Francisco.

Seguindo
Thúlio Antunes

Um rosto solar ilumina mais do que deve.
Ilumina canções cansadas,
Deixa pouca sombra.
Quase nada para ocultar.
A vida é só,
Vida só.
Dói sentir na palma da mão
O que não se pode ter.
Mas nesta canoa de vime,
O importante é não ter peso
Para a água não entrar.
Assobios e gotas de chuva
Compõem a trilha sonora.
Para me esconder
Entre o amor e o mar.
Quem já me viu marejar
Quem me ouviu cantar
Quem já me deixou voar
Sabe, (Tão-sabe, Deus!)
Que o mínimo que posso fazer por mim
É ser eu mesmo.


Escrito por thulio antunes às 15h42
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Retorno

Faz tempo que não escrevo aqui. Escrevo em outras formas e papéis.

Tese

Teso

Falta de tesão.

Mas vou postar uma coisa que escrevi para a comunidade do orkut "o canto fino de maneco". É uma comunidade de minha amiga-irmã Marcília, que reúne todos que, de alguma forma, são descendentes, viveram ou gostariam de viver no lugar chamado Canto fino.

E eu sou um deles.

Essa "escrita" é dedicada à ela e a todos os seus.

O Místico Canto Fino
Thúlio Antunes

 

Nunca fui ao Canto Fino. Só o conheço pelas histórias incríveis que Marcília, seus irmãos e pais me contam.

Fico imaginando um lugar mágico, onde a morte passou de lado. E que vou encontrar todas as pessoas que viajaram para o encantado por lá. Tanto os parentes de Marcília quanto os meus.

Sonho que corro entre as suas pequenas veredas, sem deixar rastros. Parece que cada caminho que leva ao Canto Fino, transporta o sangue corado e as lembranças dessa gente de Maneco.

Vejo Chiquito e a sua Rita. Cobertos de alvura e carinho.

Chiquito e o tropel de seus cavalos, de sua luta.

Rita e sua fé. Vestidos brancos e chapéu impecável.

Os “meninos” chegam e me abraçam em todas as suas idades: Márcia com sua leveza; Marcelão puro carinho; Marcilene e seu olhar enciclopédico; Elione e sua fortaleza; Mercinha com a sua arte de encantar crianças; Marcília e seu coração infinito; e os outros que não lembro o nome. Distantes mas presentes na fala da emoção.

Canto fino ...

Maneco vem todo garboso e repleto de histórias para me contar. Quanta saga escrita na pele com espinho de mandacaru.

Ao longe, vejo também os meus que se foram: Vovô Chico de Zuca me acena. Mostra as plantas e a terra sertaneja que tanto amava. Escuto a música que dança na sua boca.

Tia Miquinha, Tia Merrena, Vovó Ana e Vovô Aquilino...

Assim como eu, nunca foram no Canto Fino, mas insistem em viver na poesia de lá.

Canto fino dos meus maiores bens encantados.

O Canto Fino é como uma linda poesia de Mário Quintana. Simples, pura e que termina dizendo tudo.

Lá, tudo é livre de desarmonia. Lá, se encontram amantes de todas as crenças. Lá, se come do bom e do melhor.

É lá, bem lá, onde moram os sonhos e a fonte de todos os perfumes.



Escrito por thulio antunes às 09h58
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