Navegar é Preciso


Poeminha para Nadja

Quero ter comigo os olhos de Nadja, sua fala e seu sorriso.

Seu sinal no olho, na boca.

Quero ouvir seu sotaque carioca e cheirar seu cigarro traiçoeiro.

Porque preciso de mais olhos para ver tanta doçura.

Eles transbordaram de tanto vê-la.

 

Quero conversar com ela, Nadja de todas as canções incendiárias.

Cobra Naja, na defesa do que ama, de quem ama.

Colo imenso, cheio de bênçãos, de deuses.

Braços largos, abarcando o tempo, calendários e cataventos.

Porque o que escrevo é pequeno para definir.

Minha amiga, minha irmã, parte de mim, parte em mim.



Escrito por thulio antunes às 19h43
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Faz tempo que não escrevo...

 

Gosto de brincar com as palavras.

Penso nelas como um grande quebra-cabeça, cuja ordem maior não é a de montar uma figura; este não é o objetivo. A proposta é juntar peças e se encantar com o que elas formam.

Com as palavras me liberto – danço a minha dança ao som do gotejar da minha bile, vesícula abaixo.

Com as palavras me espanto, me visto e me cubro ao deitar.

Com as palavras me dou significado e arrisco voar.

Com elas suspiro colinas e montanhas abaixo...

Rios e outras levas de água. Correntezas, moinhos, praças.

Deixando em transe as estruturas que me apóiam.



Escrito por thulio antunes às 19h40
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